domingo, 31 de agosto de 2014

questions

   Inevitável é a palavra certa para descrever as minhas ações quando se trata da tua pessoa. Inevitável não questionar-me se estás bem ou mal; se sentes a minha falta como eu sinto a tua; se pensas em mim como eu penso em ti; se estás a tentar que dê certo ou se já tens outro alguém; se ainda te sentes pressionado ou se estás à espera do momento certo para me reconquistar. Inevitável não ser invadida por um misto de emoções ao saber que vais para outro lugar senão onde vivemos ou se olhas para outra rapariga da maneira que olhavas para mim quando vais a festas. Inevitável não falar sobre ti, não pensar em ti. Mas sabes, não é isso que quero. Não é isso que me faz bem. Tanto quero acreditar que ainda é comigo que queres tentar, como não consigo deixar de pensar que já partiste para outra. Tanto quero acreditar que vale a pena esperar, como não consigo deixar de pensar em seguir em frente. Porque é isso que estou a fazer. Foi seguir em frente que escolhi, quando disseste que não querias que esperasse, quando deste a entender que querias que desistisse, embora teres dito minutos a seguir que se tivesse que acontecer, seria comigo e que se não acontecesse comigo, não aconteceria com mais ninguém. Isso deixou-me dividida entre ficar ou partir. Mas acho que escolhi partir. Acho que é para isso que estou mais inclinada, embora 1% de esperança ainda resida dentro de mim, porque eu gosto de ti e sinto a tua falta. Mas vou continuar a seguir em frente, enquanto não fizeres nada para me impedir, pois tu  disseste que não querias que saísse da tua vida, mas no entanto não fizeste nada para que ficasse.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

I'm a mess

   É estranho como coisas tão boas podem mudar acabar da noite para o dia. Como sentimentos intensos acabam por se tornar fracos, acabando por desaparecerem. Estranho também, como alguém é capaz de nos fazer sentir tão vivos, como se não tivéssemos problemas e no dia seguinte, acaba por dizer algo que nos começa a matar lentamente. Aos bocados. Por dentro. Estranho é, também querer algo e fazer precisamente o contrário sem nos apercebermos. E quando nos fazem aperceber da situação, voltamos a morrer aos bocados se possível. É assustador. Sentimos algo e mentalizamo-nos de outra coisa diferente. É ou não é. O que devemos ou não fazer. O que dizer e o que não dizer. Ser a tal pessoa ou não ser. Algo que para além de estranho é um sentimento horrível, é quando nos dizem algo inúmeras vezes, levando-nos a crer que é sincero e acabam por fazer o contrários. E custa. Custa demasiado relembrar conversas, momentos, brincadeiras, estando na dúvida se se irão repetir ou passarão a ser meras memórias. Eu quero acreditar que se irão repetir, eu quero repetir. Mas parte de mim já se mentalizou que não vai acontecer. O que dói e custa enfrentar. É sufocante.