terça-feira, 7 de outubro de 2014

Letter

   Dear confusion,
 Porque é que tens que existir? Porque raio existes? Não era tão mais simples se as coisas fossem claras e certas? Nada de incertezas, nada de complicado, nada de confuso. Ou era ou não era. Ou se estava ou não se estava. Ou se gosta ou não se gosta. Ou se quer ou não se quer. Ou resulta ou não resulta. Se for positivo, ficamos felizes e desfrutamos. Se for negativo, sofremos e lidamos. Agora porque raio temos que ficar confusos? Esperar algo que poderá não vir? Viver na incerteza do que é correto ou errado, do que poderá mais facilmente acontecer ou não acontecer? Não faz sentido. É deprimente. Rouba-nos toda a pouca alegria existente. Rouba-nos o sorriso verdadeiro, o verdadeiro bem-estar. Faz com que nos escondamos por trás de sorrisos falsos e cínicos. Querida confusão, porque tens que existir? 
Só peço que deixes de me assombrar, que partas da minha cabeça,
de uma mente desgastada de tantos pensamentos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Four

   Querida ausência,
  Até posso sentir a tua falta, mas não quero que voltes. Cada vez mentalizo-me mais de que o que acontece, acontece por alguma razão. Se o rumo foi este, algum motivo terá levado a tal. Não que esteja feliz com isso, atenção! Não é o caso. A única felicidade existente atualmente deve-se apenas ao facto de ter passado bons momentos a teu lado e esses que poderei guardar para sempre. Não quero adiantar muito mais, os tempos em que escrevia grandes textos, lamentando-me pela tua ausência ou descrevendo o quão desesperada estava por não te ter mais, acabaram. Apenas quero deixar claro, que por mais que tenha desistido de tentar recuperar algo que estava demasiado destruído, não significa que me tenha esquecido de ti. Foste uma excelente pessoa enquanto presente, mas tornaste-te um estranho enquanto ausente. A prova disto, reflete-se no simples facto de ter relembrado esta data, quando não nos falamos. Embora saiba que irei relembrar-me sempre de ti, quando este dia chegar. 
Jamais esquecerei o que vivemos, lembranças de sempre,
para sempre. - De quem ainda se lembra.

domingo, 31 de agosto de 2014

questions

   Inevitável é a palavra certa para descrever as minhas ações quando se trata da tua pessoa. Inevitável não questionar-me se estás bem ou mal; se sentes a minha falta como eu sinto a tua; se pensas em mim como eu penso em ti; se estás a tentar que dê certo ou se já tens outro alguém; se ainda te sentes pressionado ou se estás à espera do momento certo para me reconquistar. Inevitável não ser invadida por um misto de emoções ao saber que vais para outro lugar senão onde vivemos ou se olhas para outra rapariga da maneira que olhavas para mim quando vais a festas. Inevitável não falar sobre ti, não pensar em ti. Mas sabes, não é isso que quero. Não é isso que me faz bem. Tanto quero acreditar que ainda é comigo que queres tentar, como não consigo deixar de pensar que já partiste para outra. Tanto quero acreditar que vale a pena esperar, como não consigo deixar de pensar em seguir em frente. Porque é isso que estou a fazer. Foi seguir em frente que escolhi, quando disseste que não querias que esperasse, quando deste a entender que querias que desistisse, embora teres dito minutos a seguir que se tivesse que acontecer, seria comigo e que se não acontecesse comigo, não aconteceria com mais ninguém. Isso deixou-me dividida entre ficar ou partir. Mas acho que escolhi partir. Acho que é para isso que estou mais inclinada, embora 1% de esperança ainda resida dentro de mim, porque eu gosto de ti e sinto a tua falta. Mas vou continuar a seguir em frente, enquanto não fizeres nada para me impedir, pois tu  disseste que não querias que saísse da tua vida, mas no entanto não fizeste nada para que ficasse.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

I'm a mess

   É estranho como coisas tão boas podem mudar acabar da noite para o dia. Como sentimentos intensos acabam por se tornar fracos, acabando por desaparecerem. Estranho também, como alguém é capaz de nos fazer sentir tão vivos, como se não tivéssemos problemas e no dia seguinte, acaba por dizer algo que nos começa a matar lentamente. Aos bocados. Por dentro. Estranho é, também querer algo e fazer precisamente o contrário sem nos apercebermos. E quando nos fazem aperceber da situação, voltamos a morrer aos bocados se possível. É assustador. Sentimos algo e mentalizamo-nos de outra coisa diferente. É ou não é. O que devemos ou não fazer. O que dizer e o que não dizer. Ser a tal pessoa ou não ser. Algo que para além de estranho é um sentimento horrível, é quando nos dizem algo inúmeras vezes, levando-nos a crer que é sincero e acabam por fazer o contrários. E custa. Custa demasiado relembrar conversas, momentos, brincadeiras, estando na dúvida se se irão repetir ou passarão a ser meras memórias. Eu quero acreditar que se irão repetir, eu quero repetir. Mas parte de mim já se mentalizou que não vai acontecer. O que dói e custa enfrentar. É sufocante. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

him

    Não tenho a certeza se vai resultar.
 Não tenho a certeza se vieste para ficar, mas quero acreditar que sim. Preciso de acreditar que vamos resultar, que vamos ser algo sério. Eu preciso disso. De uma presença. E sabes, a tua presença deixa-me totalmente relaxada. É como se nada mais existisse quando estamos juntos. Quando me abraças. Tocas. Ris. Sorris. Brincas. Beijas. Tornas o desconfortável em algo normal. Fazes com que me sinta à vontade de falar sobre qualquer assunto contigo. Até quando sou bruta para ti. Quando não demonstro que quero que resulte. Mesmo sabendo que não fizeste parte do meu passado, que não foste uma das pessoas que me levou a mudar. No entanto, levas com tudo. Com a minha frieza, com o facto de não demonstrar o que sinto. Pensamentos silenciosos. Sensações estranhas. Suspiros profundos. Um misto de emoções. Tenho receio que tudo se volte a repetir, embora confie em ti. Embora acredite que não vá acontecer. É complicado, é confuso. Tanto tenho a certeza que é o começo de algo bom, como sou invadida por pensamentos negativos. Fazes-me bem. Ninguém me tocou da mesma forma que tu. E eu gosto disso. 

domingo, 15 de junho de 2014

failed again


    Eu tentei. 
  Após várias tentativas, percebo que falhei comigo mesma, mais uma vez. A rotina repete-se, como todos os anos. Mas desta vez, eu mudei. Mudei realmente e sinto que mudei. As pessoas à minha volta apercebem-se da minha mudança, questionam-me porquê e eu apenas balanço os ombros e forço um sorriso. A verdade é que estou cansada. A minha mente está cansada. Os meus pensamentos estão cansados. As minhas forças estão cansadas. As minhas emoções e sentimentos estão cansados. Porque não antes? É tudo o que consigo perguntar. Mas como referi, o meu pensamento está cansado de buscar respostas inexistentes. Talvez, o problema não esteja em buscá-las, mas sim, em dá-las. Talvez, tenha que ser eu a encontrar as respostas que preciso em mim. Já que me questiono tanto, porque não encontrar as respostas necessárias em mim? Talvez, devido ao facto de ter falhado novamente. Falhado quando disse que agora ficaria bem, falhado quando disse que não pensaria mais em certos assuntos, falhado quando disse que não me apegaria tão rapidamente. Graças a isso, obriguei-me a mudar. Isolando-me, tornando-me mais fria e negativa, mais fechada e desmotivada. 
    


Encontro-me mais uma vez, diante de uma página de internet, com um misto de emoções dentro de mim.